Friday, November 9, 2007

Portugal as good at is gets....

− Por cada 100 euros que o patrão paga pela minha força de trabalho, o Estado, e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para a Segurança Social;
− O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho, está obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75 euros para a Segurança Social;
− E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem, retira ao meu patrão outros 33 euros;
− Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 21 euros para si.

Em resumo:
− Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55;
− Quando gasto 100 euros, o Estado, no máximo (por agora) , cobra 21;
− Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33;
− Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.

Eu pago, e acho muito bem, portanto exijo:
− Um sistema de ensino que garanta cultura, civismo e futuro emprego para os meus filhos;
− Serviços de Saúde exemplares;
− Um hospital bem equipado a menos de 20 km da minha casa;
− Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o país;
− Auto-estradas sem portagens. Pontes que não caiam;
− Tribunais com capacidade para decidir processos em menos de um ano;
− Uma máquina fiscal que cobre igualitariamente os impostos;

− Eu pago, e por isso quero ter, quando lá chegar exijo:

A reforma garantida e jardins públicos e espaços verdes bem tratados e seguros.
Polícia eficiente e equipada...
Os monumentos do meu país bem conservados e abertos ao público...
Uma orquestra sinfónica...
Que não haja um único caso de fome e miséria nesta terra...

Na pior das hipóteses, cada 300€ em circulação em Portugal garantem ao Estado 100€ de receita.

Portanto, “Srs.” Governantes, governem-se (não governem o país, governarem-se é o que já fazem) com o dinheiro que lhes damos porque nós queremos e temos direito a tudo aquilo.

Assinado
Um português contribuinte.

2 comments:

Anonymous said...

Já tinha lido isto em qualquer lado e é uma análise bastante interessante das verbas que revertem para o estado gerir.

É necessário efectuar uma pequena correcção: − Quando gasto 100 euros, o Estado, no máximo, cobra 21;

erdna oaoj said...

tens razão no máximo, corrigido :)